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Aedes aegypti: a prevenção é o melhor remédio

Publicado em: 19.12.2016

Estamos chegando na época do verão, em que a temperatura alta, o calor e as chuvas irregulares trazem o perigo das doenças causadas pelo Aedes aegypti. Dengue, febre chikungunya e zika vírus, associado a malformação nos bebês, já viraram infelizmente problemas conhecidos da população brasileira, que tem enfrentado ano a ano epidemias das três doenças.

Só este ano, já foram registrados até setembro pelo Ministério da Saúde 200.465 casos de zika e 236.287 de chikungunya. Já os prováveis casos de dengue chegaram a 1.438.624. O período de maior número das doenças agrava durante o período das chuvas e o pico no ano passado foi antecipado de abril para fevereiro.

Este é um caso sério de saúde pública que envolve toda a população brasileira e que ainda não tem nem vacina, a única forma de se prevenir é acabar com o mosquito ou se proteger com o uso de roupas compridas, telas nas janelas ou repelentes e inseticidas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso constante de repelentes à base de DEET, IR3535 e Icaridina, sendo que e a principal diferença entre eles é o tempo de duração, ou seja, o tempo que a pessoa estará protegida ao utilizar o repelente.

As grávidas compõem o grupo de risco mais preocupante e por isso os cuidados devem ser redobrados. A principal orientação dos médicos é o uso de repelente tópico diariamente, várias vezes ao dia. Crianças e idosos constituem outro grupo de risco importante, mas toda a população deve se proteger.

O risco da epidemia tem trazido efeitos inclusive no comportamento das pessoas, sinalizando uma preocupação maior com a saúde e o bem-estar. O que percebemos é que, assim como na crise com o vírus H1N1, que teve seu auge em 2011 e levou a população a criar o hábito de higienizar as mãos com álcool gel e disponibilizar o produto em escritórios e locais de grande circulação, o uso dos repelentes está sendo incorporado ao dia a dia dos brasileiros. O que mostra que estes produtos da nossa indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos são essenciais para a manutenção da saúde e a prevenção de doenças sérias.

A conscientização da população pode ser feita tanto pela sociedade quanto pela iniciativa privada e as autoridades públicas. A partir de dezembro deste ano, o Governo Federal prometeu distribuir repelentes para todas as gestantes inscritas no programa Bolsa Família. Serão destinados R$ 300 milhões para a compra dos produtos que serão distribuídos via SUS para todo o Brasil.

A indústria HPPC está preparada para atender a demanda tanto do governo como do varejo na produção e comercialização dos repelentes.

É importante destacar o compromisso do setor em entregar produtos que atendam às necessidades do consumidor. O desenvolvimento científico, as pesquisas, a capacitação tecnológica e a busca pela inovação fazem com que os produtos de HPPC cumpram as exigências de proteção da saúde pública.

Atualmente, há mais de 120 produtos registrados na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como repelentes para a pele. Segundo a agência, “todos os produtos registrados tiveram sua eficácia comprovada para ação em mosquitos da espécie Aedes aegypti”.

A ABIHPEC acredita na união de esforços para conscientizar a população em relação ao uso do produto como uma das únicas ferramentas efetivas para a prevenção aos vírus a diminuição da proliferação de mosquitos contaminados. A associação também vem trabalhando junto ao governo na redução de impostos para a importação de insumos necessários, assim como redução do ICMS sobre o produto.

É imprescindível neste momento um trabalho integrado entre a iniciativa pública e privada e os diferentes setores para a captação de apoio material, humano e financeiro para o combate à epidemia.

João Carlos Basilio, presidente executivo da ABIHPEC

Fonte: Estadão/ ABIHPEC