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Mitos e verdades sobre protetor solar

Publicado em: 01.12.2017

Médicos especialistas no assunto nos responderam se é verdade ou mentira as afirmações que costumam ser feitas sobre protetor solar. Confira:

No mormaço, o uso é dispensável”

MITO. Aquele dia abafado, sem sol, mas ainda assim quente, exige que você aplique protetor solar, sim. “A nebulosidade não consegue bloquear os raios solares por completo e deixa passar raios UVA e UVB”, explica a dermatologista Karla Assed, do Rio de Janeiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology.

“Produto protege dos raios UVA e UVB”

VERDADE. O sol emite radiações, sendo que as mais perigosas para a pele são a UVA e a UVB. De acordo com Karla Assed, a radiação UVA penetra mais fundo na pele e uma de suas consequências é o envelhecimento precoce. Já a UVB age de maneira mais superficial e provoca queimaduras e vermelhidão. Ambas possuem relação com o surgimento de câncer, por isso a proteção ampla é importante. Nos rótulos dos produtos, o FPS apontado se refere ao índice de bloqueio UVB. No entanto, de acordo com uma resolução do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todo protetor solar registrado deve possuir, no mínimo, ⅓ de proteção UVA em relação ao fator de proteção UVB.

“Só é preciso usar no verão”

MITO. Como o Brasil está localizado em uma região entre trópicos, a incidência de radiação UV é alta durante o ano todo, independentemente da estação. Um estudo realizado no Rio de Janeiro pela Pesquisa e Inovação da L’Oréal Brasil em parceira com Pesquisadores da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI-MG) mostrou que mesmo em nosso inverno recebemos radiação solar equivalente à do verão europeu. “Filtro solar deve ser usado sempre, faça chuva ou sol, com tempo aberto ou fechado, dentro ou fora de casa”, reitera a dermatologista Dra. Carla Vidal, de São Paulo.

“Produto com cor protege mais que o transparente”

VERDADE. Hoje é possível aliar proteção solar com maquiagem. Além da praticidade que isso representa no cotidiano, de acordo com a Dra. Karla Assed, essa combinação protege mais: “Esses produtos possuem pigmentos em sua fórmula que fazem uma barreira física”. Ou seja, além de estar a salvo do sol, a pele também fica protegida da luz artificial das lâmpadas, telas e monitores. “A exposição a esse tipo de luz pode causar manchas, maior oxidação das células e envelhecimento”, afirma o dermatologista Sergio Schalka.

“Fórmulas com antioxidante oferecem mais proteção”

MITO. “Antioxidantes atuam no combate ao envelhecimento da pele e não na sua proteção. Quando falamos em proteção solar pensamos em FPS”, diz a Dra. Carla Vidal. A presença de antioxidantes na fórmula do filtro solar não vai fazer com que sua proteção aos raios UV seja maior, mas atenua algumas consequências danosas. A Dra. Karla Assed complementa: “A radiação solar é responsável por boa parte do envelhecimento da pele, uma vez que a exposição ao sol gera radicais livres que aceleram esse processo das células. O protetor solar faz um bloqueio externo contra essa radiação, já os antioxidantes agem internamente combatendo o envelhecimento causados pelos radicais livres”.