Notícias da Mídia


Dando uma mão para o Futuro

Publicado em: 19.08.2011

Dando uma mão para o futuro

João Carlos Basilio – presidente da ABIHPEC

março-2010

 

 

No mês de março o programa “Dê a mão para o futuro – Ajude a gerar trabalho e renda”, celebrou uma vitória importante: inaugurou mais um projeto no Paraná, que beneficiará sete municípios do Estado. O programa é uma iniciativa da ABIHPEC, Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, e conta com o apoio dos governos regionais de cada região onde é aplicado. No caso do Paraná, por exemplo, tivemos o suporte do Programa Desperdício Zero, da SEMA, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos paranaense.

Com o investimento a ABIHPEC e as empresas associadas deste Estado se ajustam às exigências da Política de Resíduos Sólidos e à Lei Estadual 12.493 de 22 de janeiro de 1999, ou “Lei de Resíduos Sólidos”. Elas estabelecem os princípios, procedimentos, normas e critérios referentes à geração, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos no Paraná, visando controle da poluição, da contaminação e a minimização dos impactos ambientais.

Esses sete municípios se unem, às cidades fluminenses Barra Mansa, Mesquita, Niterói, Teresópolis e à capital do Estado, além de Florianópolis, Blumenau, Joinville e São Bento do Sul, em Santa Catarina, onde já estão em atividade as ações de coleta seletiva, reaproveitamento e reciclagem das embalagens. É bom destacar que o projeto não é dedicado somente aos invólucros de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, mas trabalha com todo o tipo de recipientes pós-uso.

É de extrema importância repensar o problema do acúmulo dos resíduos sólidos urbanos – e nestes estão inseridos os resíduos provenientes dos domicílios. O poder público, empresários e consumidores precisam se unir, especialmente em épocas de mudanças climáticas e chuvas torrenciais, que tantos males vem causado aos grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Os últimos dados do IBGE, embora um pouco defasados pois são de 2000, mostram que o Brasil produz cerca de 228,4 mil toneladas de resíduos sólidos por dia. O chamado resíduo sólido domiciliar equivale a pouco mais da metade desse volume, ou 125 mil toneladas diárias.

A idéia do “Dê a mão para o futuro” é simples e eficaz. Ele atua levando em consideração o chamado “tripé da sustentabilidade”. Primeiro, é socialmente justo, pois dá oportunidade de crescimento pessoal e profissional, pois é realizado em parceria com os catadores de material reciclável da região. Essa possibilidade de ampliar o rendimento, por meio da separação correta e da reciclagem recomendada de cada embalagem, garante sustento a famílias inteiras.

Depois, ele é ambientalmente responsável, por atuar diretamente no cerne do problema urbano, que é a grande quantidade de lixo produzida e descartada sem separação ou tratamento.

E finalmente é economicamente viável, pois evita o desperdício de materiais que muitas vezes eram colocados no lixo comum, sem qualquer tipo de reaproveitamento. Ou seja, efetivamente amplia o lucro dos catadores de papel – e das empresas que precisam do material reutilizável – ao capacitar os profissionais da reciclagem no tratamento correto das embalagens. Desta forma o material chega pronto às companhias, facilitando a utilização dos mesmos.

Um dos diferenciais deste programa é o uso de sistemas de coletas locais já existentes, uma maneira de obter resultados rápidos e efetivos. É importante valorizar e aproveitar as estruturas já presentes, especialmente valorizando o trabalho das grandes empresas e dos governos.

A maioria das companhias do setor já entende e trabalha social e ambientalmente. E da parte do consumidor, já hoje enxergamos uma caminhada em busca dos produtos verdes, que respeitam o meio-ambiente. Já passamos da hora de ter a responsabilidade de preservar o nosso planeta.

As ações sustentáveis vão além da legislação ambiental – que no Brasil é uma das mais rigorosas do mundo. As empresas precisam tratá-las como estratégias para agregação de valor as suas marcas,com o objetivo de consolidá-las num ambiente de extrema concorrência,nacional e internacional. É fato que empresas que apostam no desenvolvimento sustentável são muito mais lembradas. Basta checar as listas de “top of mind” regularmente publicadas pelas grandes revistas de negócios para confirmar que estão ali somente aquelas que realmente apostam e valorizam este processo.

Em projetos como o Dê a mão para o futuro, todos se unem, diminuindo sensivelmente os custos e as dificuldades impostas pela legislação, que estarão em todo o Brasil em curto espaço de tempo. Com cada vez mais exigências, poderiam inviabilizar as operações principalmente das micro e pequenas empresas.

Nós da ABIHPEC, como representantes do setor, nos orgulhamos de mais uma vez nos colocarmos à frente, liderando o segmento e encontrando soluções para minimizar os custos de todos os seus associados.