Principais lições deste artigo
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O mercado brasileiro de cuidado do couro cabeludo (scalp care) cresce acima da média do setor, impulsionado pela percepção do couro cabeludo como extensão da pele e ponto de partida para fios com aparência mais saudável.
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Scalp care, longevidade capilar (hair longevity), microbioma capilar, personalização por IA, sustentabilidade estruturante e novos formatos formam seis verticais de inovação que conectam cuidado físico, mental e social.
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Inovação e regulação atuam de forma complementar: conformidade com Anvisa, comprovação técnica de alegações (claims) e Boas Práticas de Cosmetovigilância sustentam a competitividade.
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Sustentabilidade estruturante depende de integração desde o design do produto, com distinção clara entre economia circular e logística reversa, representada pelo programa Mãos Pro Futuro da ABIHPEC.
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Para aprofundar tendências e boas práticas do setor, acesse a ABIHPEC em abihpec.org.br.
Panorama do setor: escala, capilaridade e propósito
O setor brasileiro de Beleza e Cuidados Pessoais faturou cerca de R$ 200 bilhões em 2025, segundo a ABIHPEC, e gera cerca de 6,9 milhões de oportunidades de trabalho ao longo de uma cadeia que vai de ingredientes e inovação até o varejo multicanal. O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, e o quarto país que mais lança produtos globalmente, com 7.359 lançamentos registrados em 2025. No mesmo ano, as exportações totais do setor ultrapassaram pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão, com crescimento de 20,1% sobre o ano anterior, atendendo 189 países.
Esses números descrevem a escala. O que os qualifica é o propósito: produtos presentes em 100% dos domicílios brasileiros que contribuem, a cada uso, para o bem-estar físico, mental e social de milhões de pessoas. Quem se cuida por inteiro faz a vida acontecer por inteiro, e o cuidado capilar integra essa visão de cuidado integral.

Ambiente regulatório: inovação e conformidade como parceiros
O ambiente regulatório sustenta essa escala e esse propósito ao garantir segurança e qualidade.. No Brasil, os produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos estão sujeitos à regulação sanitária da Anvisa e a requisitos do Inmetro. Para serem disponibilizados ao consumidor, devem estar devidamente regularizados junto à Anvisa, conforme o enquadramento aplicável a cada categoria. Cada produto deve possuir documentação que sustente sua qualidade e segurança, além de evidências que respaldem os benefícios e alegações declarados na rotulagem. O controle sanitário abrange toda a cadeia, da fabricação ao transporte, com exigência de Autorização de Funcionamento de Empresa, Licença Sanitária e Boas Práticas de Fabricação.
A RDC nº 894/2024 estabelece as Boas Práticas de Cosmetovigilância, atualizando uma exigência vigente desde 2005. As empresas mantêm um sistema estruturado para monitorar e gerenciar eventos adversos, com notificação compulsória à Anvisa dos eventos adversos graves. Em caso de reação adversa ao uso de qualquer produto, a orientação é interromper o uso e, quando necessário, buscar orientação ou atendimento de saúde, notificando o ocorrido pelos canais oficiais da Anvisa.
Para o setor, inovação e regulação atuam em conjunto. Regras previsíveis, tecnicamente calibradas e com transição gradual direcionam investimentos e garantem que produtos seguros cheguem ao mercado.
As seis verticais de inovação capilar em 2026
1. Scalp care: o couro cabeludo como ponto de partida
Quando o couro cabeludo está equilibrado, o ambiente ao redor dos folículos tende a favorecer fios mais resistentes. Essa percepção migrou dos consultórios para as prateleiras. Séruns de tratamento sem enxágue (serums leave-in) e produtos esfoliantes para o couro cabeludo ganham relevância no Brasil, assim como shampoos e condicionadores de tratamento.
O conceito de “cuidado capilar inspirado na rotina de cuidado com a pele do rosto” (skinificação capilar) aproxima o cuidado físico da sensação de bem-estar. O ritual de cuidar do couro cabeludo contribui para a percepção de autocuidado intencional e para a forma como as pessoas se apresentam para o mundo.
Assim como ocorre com a pele do rosto, a escolha de produtos adequados ao tipo de couro cabeludo se beneficia de avaliação profissional por dermatologistas ou tricologistas.
2. Hair longevity: prevenção como estratégia de longo prazo
O conceito de longevidade capilar (hair longevity) traz uma mudança importante porque o cuidado capilar deixa de ser focado apenas em resultados imediatos e passa a priorizar a preservação da saúde dos fios ao longo do tempo.
Fatores como inflamação crônica do couro cabeludo, estresse oxidativo, alterações hormonais e privação de sono influenciam diretamente a qualidade dos fios.
No Brasil, produtos voltados ao afinamento capilar e à vitalidade do couro cabeludo ganham espaço, acompanhando o envelhecimento da população. Hair longevity conecta o cuidado físico dos fios à dimensão social do cuidado, ao favorecer a confiança na forma como cada pessoa se apresenta para o mundo.
Não existe idade única para iniciar essa abordagem. A prevenção costuma ser mais efetiva quando começa antes de sinais avançados de afinamento.
3. Microbioma capilar: biotecnologia aplicada ao equilíbrio do couro cabeludo
Uma revisão de literatura publicada em 2026 pela UNIFESP indicou associação entre disbiose do microbioma do couro cabeludo e condições como dermatite seborreica, caspa e alopecias.
Ativos cosméticos com propriedades moduladoras do microbioma, como prebióticos, pós-bióticos e fermentados, vêm sendo incorporados a formulações que buscam restaurar o equilíbrio microbiano e contribuir para a melhora do aspecto do couro cabeludo.
Um estudo longitudinal publicado em 2026 na revista Microorganisms relatou que um shampoo com extratos botânicos restaurou a diversidade bacteriana e fúngica do couro cabeludo a níveis próximos aos de controles saudáveis após 12 semanas de uso, com redução de queda e de sebo.
Evidências desse tipo sustentam a demanda por formulações com objetivo de equilíbrio do microbioma e reforçam a necessidade de comprovação técnica dos benefícios declarados em rotulagem, conforme exigido pela Anvisa.
No Brasil, o desenvolvimento de produtos com alegações de equilíbrio do microbioma capilar exige planejamento regulatório desde o início, integrando pesquisa, comprovação e regularização.
4. Personalização por inteligência artificial
A inteligência artificial redefine a relação entre diagnóstico e recomendação de produtos capilares. Ferramentas de diagnóstico capilar baseadas em IA, treinadas em grandes bases de imagens de couro cabeludo e fios, podem auxiliar na identificação de características visuais e sinais associados a diferentes necessidades capilares, apoiando recomendações personalizadas de rotina e produtos.
. Aplicativos de marcas brasileiras já oferecem cronogramas capilares personalizados com base nas informações fornecidas pelo usuário, integrando tecnologia ao ritual de cuidado cotidiano.
5. Sustentabilidade estruturante: economia circular e logística reversa
Sustentabilidade no setor de Beleza e Cuidados Pessoais integra competitividade e responsabilidade. Dois conceitos se complementam, com funções distintas:
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Economia circular é um modelo amplo que começa antes do descarte, no design das embalagens, na escolha de materiais, na incorporação de conteúdo reciclado, em modelos de refil e em formulações com menor impacto ambiental.
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Logística reversa é o instrumento específico de responsabilidade compartilhada no pós-consumo, voltado a estruturar coleta, triagem, reciclagem e rastreabilidade de embalagens.
O programa Mãos Pro Futuro, reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente como o maior programa de logística reversa estruturante do país, completou 20 anos em 2026. Em 2025, recuperou cerca de 215 mil toneladas de embalagens pós-consumo, apoiando mais de 200 cooperativas de catadores e beneficiando cerca de 6.500 catadores parceiros em todas as 27 unidades federativas. O programa é conduzido pela ABIHPEC em parceria com outras cinco associações setoriais, o que demonstra a força de soluções intersetoriais.

6. Novos formatos e dispositivos: Head Spa e rituais de bem-estar
Tratamentos de massagem e cuidado intensivo do couro cabeludo com estímulos sensoriais (head spa) ganham espaço nos salões brasileiros como expressão do cuidado integral. A terapeuta capilar Jessica Dannemann destaca que “esse momento de autocuidado e desaceleração é importante para todos, e é um movimento cada vez mais forte e presente”. O cuidado com o couro cabeludo deixa de ser apenas funcional e passa a ser também um ritual de bem-estar, conectando corpo, mente e relações.
Saiba mais sobre o setor de Beleza e Cuidados Pessoais.
Modelos, escolhas e trade-offs estratégicos
O mercado capilar brasileiro opera em dois eixos simultâneos. No eixo massivo, a competição por volume exige eficiência de formulação, escala de produção e presença em múltiplos canais, como farmácias, supermercados, venda direta e comércio eletrônico (e-commerce). No eixo de maior valor agregado, a competição se concentra em diferenciação por ingrediente, comprovação técnica de benefícios e experiência de uso.
O segmento de produtos premium em cuidados capilares registra crescimento no Brasil, impulsionado pelo conceito de cuidado capilar inspirado na rotina de cuidado com a pele do rosto e pela busca por produtos com respaldo científico.
No eixo digital e físico, o comércio eletrônico de cuidado do couro cabeludo se expande e favorece marcas que constroem relacionamento direto com o consumidor por meio de diagnósticos personalizados. O varejo físico mantém relevância pela experiência sensorial e pela consultoria no ponto de venda, especialmente em salões, que formam um elo central da cadeia de Beleza e Cuidados Pessoais.
No eixo mercado interno e exportação, o Brasil consolida sua posição como fornecedor global. O programa Beautycare Brazil, parceria entre a ABIHPEC e a ApexBrasil, apoiou 162 empresas em 2025, em sua maioria pequenas e médias, que exportaram US$ 363,4 milhões para 130 destinos. O acordo Mercosul–União Europeia amplia o acesso do setor a mercados com alta exigência em Beleza e Cuidados Pessoais.

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Mapear o portfólio frente às tendências: identificar quais verticais, como cuidado do couro cabeludo (scalp care), longevidade capilar (hair longevity), microbioma, IA, sustentabilidade e novos formatos, têm maior aderência ao público-alvo e à capacidade produtiva atual.
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Planejar o ciclo regulatório desde o início: Produtos com alegações específicas, inclusive relacionadas ao microbioma, exigem adequado suporte técnico. O uso de ingredientes da biodiversidade brasileira também demanda avaliação das obrigações aplicáveis ao acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, quando pertinente. A forma de regularização sanitária do produto junto à Anvisa dependerá de seu enquadramento regulatório.
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Investir em comprovação de eficácia: as empresas mantêm evidências científicas que comprovam segurança, qualidade e benefícios declarados em rotulagem. Isso atende à exigência regulatória e fortalece a posição competitiva.
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Integrar sustentabilidade ao design do produto: design sustentável de embalagens (ecodesign), conteúdo reciclado e modelos de refil são decisões de desenvolvimento. A avaliação da reciclabilidade das embalagens começa na concepção.
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Explorar canais digitais com personalização: ferramentas de diagnóstico capilar digital, como aplicativos, questionários interativos (quizzes) e consultoria assistida por IA, ampliam o engajamento e geram dados para inovação em produtos.
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Capacitar equipes técnicas e comerciais: temas como microbioma capilar e longevidade capilar exigem atualização contínua de formuladores, áreas regulatórias e equipes de vendas. A ABIHPEC oferece grupos de trabalho, plenárias regulatórias e capacitações específicas.
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Monitorar o ambiente regulatório de forma contínua: o setor de Beleza e Cuidados Pessoais é altamente regulado. Antecipar mudanças em listas de ingredientes e exigências de rotulagem gera vantagem competitiva.
Lista de verificação (checklist) para empresas e profissionais
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Produtos regularizados junto à Anvisa, AFE e Licença Sanitária vigentes
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Comprovação técnica dos benefícios declarados em rotulagem
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Sistema de cosmetovigilância estruturado, em linha com a RDC nº 894/2024
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Embalagens avaliadas quanto à reciclabilidade e ao potencial de conteúdo reciclado
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Ingredientes da biodiversidade brasileira utilizados em conformidade com a Lei nº 13.123/2015 (Marco da Biodiversidade) e o Decreto nº 8.772/2016
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Estratégia de canais digitais alinhada à personalização e ao diagnóstico capilar
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Planejamento regulatório integrado ao cronograma de inovação
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Participação em programas de logística reversa estruturante, como o Mãos Pro Futuro
Erros e armadilhas a evitar
Alguns equívocos recorrentes comprometem a conformidade regulatória e a credibilidade das marcas no mercado capilar:
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Uso de alegações terapêuticas em produtos cosméticos: No Brasil, cosméticos e medicamentos pertencem a categorias regulatórias distintas, com requisitos específicos de enquadramento, regularização e comunicação.
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Produtos cosméticos podem apresentar alegações relacionadas à prevenção, proteção, manutenção e auxílio em determinadas condições, desde que compatíveis com sua finalidade cosmética e devidamente fundamentadas. Não é permitido alegações de tratamento, cura ou outras indicações de caráter terapêutico próprias de medicamentos. A comunicação deve refletir o enquadramento do produto, sua finalidade de uso e as evidências disponíveis para sustentar os benefícios declarados. Expressões adequadas incluem “contribui para o bem-estar”, “favorece o cuidado de” e “complementa a rotina de cuidado”.
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Confundir economia circular com logística reversa: a economia circular começa no design do produto, enquanto a logística reversa atua no pós-consumo. Focar apenas em metas de coleta sem considerar infraestrutura, qualidade de materiais e viabilidade econômica limita resultados.
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Alegações ambientais sem comprovação (greenwashing): afirmações de sustentabilidade sem embasamento técnico ou rastreabilidade geram riscos regulatórios e reputacionais. Sustentabilidade estruturante se apoia em evidências, métricas e consistência.
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Ausência de rastreabilidade em ingredientes da biodiversidade: o uso de ativos da biodiversidade brasileira exige cadastro no SisGen e conformidade com as regras de repartição justa e equitativa de benefícios, conforme a Lei nº 13.123/2015 (Marco da Biodiversidade).
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Planejamento regulatório tardio: deixar a regularização para o fim do desenvolvimento de produto tende a gerar atrasos e custos adicionais. O planejamento regulatório começa junto com a concepção da formulação.
Ecossistema de parceiros e cadeia de apoio
O setor brasileiro de Beleza e Cuidados Pessoais opera uma cadeia longa e capilarizada, que vai da biodiversidade amazônica aos salões de beleza em todo o país. A ABIHPEC articula parcerias institucionais que sustentam essa cadeia:
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O programa Beautycare Brazil, em parceria com a ApexBrasil, estrutura a internacionalização de empresas de todos os portes, com foco em pequenas e médias.
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O programa Mãos Pro Futuro é referência setorial em logística reversa estruturante, com duas décadas de atuação, presença em todos os estados e apoio a centenas de cooperativas de catadores.
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O Instituto ABIHPEC expressa a dimensão social do setor, com iniciativas em bem-estar, empregabilidade, equidade racial e prevenção à violência contra crianças e adolescentes.
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A parceria com a ESPM resultou no primeiro curso de pós-graduação em gestão de negócios e inovação em beleza do Brasil, lançado em 2025.

O Summit Inovação ABIHPEC 2026, que acontece nos dias 6 e 7 de outubro, na ESPM, em São Paulo, reunirá especialistas, empresas e profissionais do ecossistema de inovação para discutir as transformações que moldam o futuro do setor de Beleza e Cuidados Pessoais, incluindo as tendências de inovação capilar apresentadas neste guia. Confira a programação completa e participe.
Perguntas frequentes
O que é scalp care e por que ele cresceu tanto no Brasil em 2026?
Scalp care é o conjunto de práticas e produtos voltados especificamente para o cuidado do couro cabeludo, entendido como extensão da pele do rosto. O crescimento no Brasil reflete uma mudança de percepção, em que consumidores associam a qualidade dos fios ao estado do couro cabeludo. O clima tropical brasileiro, o envelhecimento da população e a maior visibilidade de dermatologistas e tricologistas nas redes sociais contribuem para esse movimento. O segmento cresce acima da média do mercado capilar e inclui shampoos de tratamento, serums leave-in e produtos esfoliantes, entre outros formatos.
O que é hair longevity e como ela se diferencia do cuidado capilar tradicional?
Hair longevity é uma abordagem preventiva e de longo prazo para o cuidado capilar. O foco recai na preservação da densidade, da resistência e da vitalidade dos fios ao longo do tempo, em vez de priorizar apenas resultados estéticos imediatos. Enquanto o cuidado capilar tradicional se concentra no fio já formado, hair longevity volta a atenção para o ambiente do folículo e para fatores que influenciam o ciclo de crescimento, como equilíbrio do couro cabeludo, estilo de vida e rotinas de cuidado contínuas. No Brasil, essa abordagem ganha relevância com o envelhecimento da população e com a maior disponibilidade de informação técnica sobre tricologia. A prevenção pode começar em qualquer idade e tende a ser mais efetiva quando iniciada antes de sinais avançados de afinamento.
Como a inteligência artificial está sendo aplicada em cuidados capilares no Brasil?
A inteligência artificial vem sendo aplicada principalmente para o diagnóstico personalizado do consumidor e para o desenvolvimento de formulações, mas seu potencial se estende a toda a cadeia de desenvolvimento do produto. No diagnóstico, ferramentas digitais analisam imagens do couro cabeludo e dos fios para identificar necessidades específicas, como oleosidade, sensibilidade, afinamento e caspa, e sugerir rotinas e produtos alinhados ao perfil de cada consumidor. No desenvolvimento de formulações, IA apoia a análise de grandes bases de dados de compostos e auxilia na seleção de ativos com maior potencial para determinadas finalidades. No varejo brasileiro, experiências com consultoria guiada por IA já indicam impacto positivo no engajamento e no valor médio das compras, e aplicativos de marcas nacionais oferecem cronogramas capilares personalizados com base nas informações fornecidas pelos usuários.
Qual é a diferença entre economia circular e logística reversa no contexto do setor de Beleza e Cuidados Pessoais?
A economia circular orienta todo o ciclo de vida do produto, desde o design das embalagens à escolha de materiais com maior reciclabilidade, passando pela incorporação de conteúdo reciclado, pelos modelos de refil, pela eficiência produtiva e pela reinserção de materiais na cadeia. A logística reversa é um instrumento específico aplicado ao pós-consumo, voltado a estruturar coleta, triagem, reciclagem e rastreabilidade de embalagens após o uso. O programa Mãos Pro Futuro, com duas décadas de atuação e resultados expressivos em recuperação de embalagens e apoio a cooperativas em todo o Brasil, ilustra como a logística reversa integra a agenda circular do setor, que começa muito antes do descarte.
Como saber se um produto capilar é regularizado e seguro para uso?
No Brasil, os produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos estão sujeitos à regularização sanitária na Anvisa e a requisitos relacionados ao Inmetro. Para serem comercializados, devem estar devidamente regularizados junto à Anvisa, conforme o enquadramento aplicável, e contar com documentação técnica que sustente sua qualidade, segurança e os benefícios e alegações declarados na rotulagem.
Ao consumidor, recomenda-se adquirir produtos em canais confiáveis, verificar o prazo de validade, observar as informações de rotulagem e seguir corretamente as condições de uso indicadas pelo fabricante. Em caso de evento adverso, recomenda-se interromper o uso do produto e, quando necessário, buscar orientação ou atendimento de saúde.
Após a comercialização, a cosmetovigilância desempenha papel fundamental no acompanhamento da segurança dos produtos. As Boas Práticas de Cosmetovigilância, estabelecidas pela RDC nº 894/2024, determinam procedimentos para o monitoramento, avaliação, investigação e gerenciamento de eventos adversos e outros aspectos relacionados à segurança dos produtos cosméticos no mercado.
Conclusão: monitoramento contínuo como vantagem competitiva
As tendências de inovação capilar para 2026, como scalp care, hair longevity, microbioma, personalização por IA, sustentabilidade estruturante e novos formatos, expressam uma transformação mais ampla: o cuidado capilar como parte do cuidado integral do corpo, da mente e das relações. O setor brasileiro de Beleza e Cuidados Pessoais combina escala, biodiversidade, inovação e capacidade regulatória para desenvolver produtos que contribuem para a qualidade de vida e para a autoconfiança social.
O monitoramento contínuo dessas tendências, aliado ao acompanhamento do ambiente regulatório, à comprovação técnica de benefícios e à integração da sustentabilidade desde o design do produto, diferencia empresas que apenas reagem de empresas que lideram. Quem se cuida por inteiro faz a vida acontecer por inteiro, e o setor que cuida da inovação, da conformidade e da biodiversidade contribui para que esse cuidado permaneça possível para as próximas gerações. Cuidar para fazer acontecer.
Saiba mais sobre produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

