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Informativo ABIHPEC: greenwashing

Publicado em: 13.08.2019

O tema “cuidados com o meio ambiente” vem aumentando significativamente nas mídias pelo fato de o consumidor estar cada vez mais consciente com as questões ambientais e mais atento com o que compra. Com isso, a forma como uma empresa gerencia os seus impactos tornou-se um dos pontos que trazem reputação para a marca no mercado.

Dentre os diversos assuntos que a ABIHPEC acompanha na imprensa, um dos que obteve recente destaque é o “greenwashing”. Esse termo, traduzido como maquiagem verde, consiste na prática de promover qualquer tipo de conteúdo com a mensagem de ambientalmente correto, quando, na verdade, não existem provas que comprovam os argumentos socioambientais.

Diante deste movimento, alguns institutos têm realizado pesquisas sobre greenwashing e utilizam como base de estudo o trabalho desenvolvido pela consultoria TerraChoice Environmental.

A ABIHPEC entende que a informação tem relevância para os associados, com isso, compartilha, abaixo, o relatório dos “sete pecados” desta agência, que funciona como um manual para se prevenir dessas práticas. Confira:

  1. Sem provas: Produtos que se dizem “ambientalmente corretos”, mas não especificam os fatos e dados científicos em que são baseados, como cosméticos que alegam ser veganos, mas não possuem certificados ou não explicitam ingredientes no rótulo.
  1. Troca oculta: Ocorre quando uma questão ambiental é enfatizada em detrimento de outras preocupações potencialmente mais sérias. Um exemplo é incentivar o uso de plástico, negativo sob o ponto de vista ambiental, alegando economia de água pois não há necessidade de lavagem do copo.
  1. Vagueza e Imprecisão: Uso de expressões mal definidas e amplas, como o uso de termos vagos como “sustentável” e “amigo do meio ambiente” em embalagens, sem fornecer qualquer detalhe ou explicação de atitudes ambientalmente concretas referentes ao produto, deixando o consumidor em dúvida sobre seu real significado.
  1. Irrelevância: Apelo que pode ser verdadeiro, mas não é relevante para o consumidor que procura um produto com vantagem ambiental. “Não contém CFC” é o exemplo mais comum. O uso da substância é proibido por lei, o que significa que o produto não é mais ambientalmente correto que qualquer outro da categoria.
  1. Menor de Dois Males: Ocorre quando o apelo ambiental pode ser verdadeiro, mas distrai o consumidor de impactos ambientais maiores. Um exemplo prático é um produto descartável afirmar possuir menos plástico, mas, no fim, ele continua sendo um problema na geração de lixo.
  1. Lorota: Embalagens que contêm declarações e reivindicações que são simplesmente falsas. Um exemplo é afirmar falsamente que um produto possui descarte seletivo, quando a empresa não possui controle sobre o mesmo.
  1. Adorando Falsos Rótulos: Quando há falsa sugestão ou imagem que parece um selo para induzir os consumidores a pensar que o produto possui certificação de terceiros e se tratar de produto “verde” – por exemplo, uma embalagem com imagem de lâmpada que afirma economia de energia, com um certificado que não é oficial ou conferido por entidade confiável. 

Fonte: TerraChoice