Beleza sustentável: setor de Beleza e Cuidados Pessoais avança na construção de uma agenda sustentável para 2050

Com publicação inédita que consolida duas décadas de governança socioambiental, entidade estabelece os pilares materiais de ESG e projeta diretrizes de competitividade, inovação e sustentabilidade para toda a cadeia da Beleza e Cuidados Pessoais no País

Para marcar uma nova etapa na trajetória socioambiental da indústria de Beleza e Cuidados Pessoais no Brasil, a ABIHPEC acaba de lançar a publicação “Beleza Sustentável”. O documento inédito consolida o reposicionamento estratégico do setor, fundamentado no conceito de cuidado integral, diretriz que conecta o bem-estar físico, mental e social dos consumidores ao desenvolvimento sustentável. Além de sistematizar as conquistas socioambientais das últimas três décadas (1992–2025), o relatório apresenta, em primeira mão, os pilares materiais da estratégia setorial e projeta a Visão de Futuro (2026–2050), estabelecendo que a sustentabilidade real, a segurança do consumidor e a governança ética são os motores centrais da competitividade e inovação do mercado brasileiro.

A estratégia reflete a força econômica de um segmento que responde por cerca de 2% do PIB nacional e gera aproximadamente 6,9 milhões de oportunidades de trabalho diretas e indiretas no Brasil. O histórico de compromissos sustentáveis ganhou tração com a criação da área de Meio Ambiente da ABIHPEC ainda em 2004.

O novo documento sistematiza décadas de avanços, elevando a régua para toda a cadeia produtiva.”A sustentabilidade no setor de Beleza e Cuidados Pessoais não é apenas uma resposta regulatória, mas o pilar central da nossa competitividade e inovação”, afirma Fábio Brasiliano, diretor de Desenvolvimento Sustentável da ABIHPEC. “Com este documento, mostramos que gerar valor econômico deve estar obrigatoriamente alinhado à conservação dos biomas e ao forte impacto social positivo.”

Pilares da Estratégia Setorial: A Matriz ESG na prática

Estruturado a partir da análise dos relatórios de sustentabilidade de empresas nacionais e multinacionais do setor até 2024, os temas listados traduzem os compromissos prioritários da indústria, alinhados aos ODS da ONU. São eles: Biodiversidade, Conservação e Bioeconomia (Ambiental); Economia Circular e Logística Reversa (Ambiental; Clima e Descarbonização (Ambiental); Impacto Social, Diversidade e Cidadania (Social) e Governança, Ética e Ciber Resiliência (Governança).

No pilar da Economia Circular e Logística Reversa, os impactos do setor já são expressivos, escaláveis e facilmente mensuráveis. O Mãos Pro Futuro, maior programa de logística reversa estruturante e inclusiva do país, é o principal exemplo de êxito. Desde 2013, o programa financiado pelo setor já recuperou mais de 1,5 milhão de toneladas de materiais recicláveis pós-consumo. A iniciativa também evitou a emissão de mais de 5 milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera. Esse resultado alia o rigoroso cumprimento de metas ambientais à inclusão formal e geração de renda para milhares de catadores.

Visão de Futuro (2026 a 2050): Beleza, Competitividade e Sustentabilidade real

Em primeira mão, a ABIHPEC projeta no material, as diretrizes para o quarto de século entre 2026 e 2050, uma visão pragmática e transformadora, fundamentada na premissa de que a sustentabilidade só se consolida quando funciona no chão de fábrica, na cadeia de suprimentos e na rotina do consumidor. A estratégia é guiada por seis princípios fundamentais de atuação: 1. Sustentabilidade como inovação aplicada ao negócio; 2. Evolução ambiental e social com credibilidade e evidências; 3. Segurança do consumidor como premissa inegociável; 4. Cadeia produtiva fortalecida e desenvolvimento territorial; 5. Referência para políticas públicas responsáveis e viáveis; 6. Governança.

“Nosso chamado à ação visa engajar as cadeias de valor por completo, oferecendo caminhos práticos também para as pequenas e médias empresas”, complementa Fábio Brasiliano. Para ele, a transição para uma economia regenerativa depende de métricas claras e da inclusão de todos os atores para manter a indústria brasileira como referência. “A sustentabilidade deixou definitivamente de ser vista como uma agenda paralela ou um mero custo de conformidade para estar no DNA do setor de Beleza e Cuidados Pessoais, mas sim, funcionar como pilar essencial de competitividade, inovação e perenidade dos negócios, influenciando diretamente o acesso a mercados, o custo de capital e a preferência de compra do consumidor moderno”, conclui o executivo.

Os interessados no material completo do “Beleza Sustentável” podem acessá-lo por meio deste link: https://abihpec.org.br/meio-ambiente-2/publicacoes/

Sobre a ABIHPEC

A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) é uma entidade privada que tem como finalidade representar nacional e internacionalmente as indústrias desse setor, instaladas em todo país e de todos os portes, promovendo e defendendo os seus legítimos interesses, por meio de ações e instrumentos que contribuam para o seu desenvolvimento, buscando fomentar a competitividade, a credibilidade, a ética e a evolução contínua de toda a cadeia produtiva. Mais informações: www.abihpec.org.br.