Mercado reduz para 6,26% previsão para o IPCA de 2014 e vê PIB menor



Revisão na estimativa aconteceu após IPCA quase zero em julho. Expectativa de alta do PIB deste ano cai para 0,81% na 11ª queda seguida.


Após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter registrado um resultado quase zero em julho, os economistas do mercado financeiro revisaram para baixo sua previsão para a inflação do país neste ano. O índice recuou de 6,39% para 6,26%. Com isso, o valor se distanciou do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação para o ano.

O mercado financeiro reduziu as estimativas para a alta do PIB deste ano de 0,86% para 0,81% na última semana

Pelo sistema que vigora atualmente no Brasil, a meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%, mas com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Para 2015, porém, a expectativa dos economistas dos bancos para o IPCA subiu de 6,24% para 6,25% – na quarta elevação consecutiva. As previsões dos economistas dos bancos constam no relatório de mercado do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (18), fruto de pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana. O documento também é conhecido com Focus.

Produto Interno Bruto
No caso do crescimento da economia brasileira em 2014, porém, a previsão dos analistas recuou pela 11ª semana seguida. O mercado financeiro reduziu as estimativas para a alta do PIB deste ano de 0,86% para 0,81% na última semana. Para 2015, a previsão do mercado para a expansão do PIB recuou de 1,5% para 1,2%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

Para conter a inflação, o BC subiu os juros entre abril do ano passado e maio deste ano, influenciando também o ritmo de atividade. Com taxas maiores, há redução do crédito e do dinheiro em circulação, assim como do número de pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços caiam ou parem de subir.

No fim de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia do país cresceu 0,2% nos três primeiros meses de 2014, em relação ao quarto trimestre de 2013, com destaque para o bom desempenho da agropecuária. O resultado do PIB do segundo trimestre será divulgado no fim deste mês.

A expansão do PIB do país previsto para 2014 pelo mercado financeiro, de 0,81%, continua abaixo do estimado no orçamento federal, de 1,8%, e também menor que a previsão divulgada pelo Banco Central no fim de junho, de alta de 1,6%.

Taxa de juros
A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira, por sua vez, foi mantida em 11% ao ano até o fechamento de 2014. Em julho, o BC manteve a taxa estável neste patamar pelo segundo encontro seguido do Comitê de Política Monetária (Copom). Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico da economia permaneceu em 12% ao ano.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 ficou estável em R$ 2,35 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 2,50 por dólar.

A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 permaneceu em US$ 2 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 8,5 bilhões para US$ 9 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros ficou estável em US$ 55 bilhões.

Fonte: Globo/Economia

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